sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

ho, ho, ho!

Hum, uma semana para o Natal...







...e eu ainda tenho: duas avaliações na formação, um exame na pós-graduação, um trabalho para a pós-graduação, duas limpezas de casa (hoje uma, na próxima sexta outra), embrulhar presentes que me faltam, completar o presente do P., ir com a mãe às compras I (presentes e afins para ela dar), ir duas vezes a Lisboa, quatro dias de formação em Coimbra, recepção de uma das babes queridas depois de três meses de ausência, jantar com as babes queridas, bolos&bolinhos (só lá para 23), ir com a mãe às compras II (comes&bebes para o almoço do dia de Natal), conversar com o R. (muito, que o nó continua e o facto de ainda não lhe ter olhado para os olhos, piora), beijinhos ao P., ir às compras de Natal com o meu pai (e isto vai irritar-me muito porque já sei que ele me vai pedir isto praí no dia...24...ao final da tarde!), estudar (pois!), and so on, and so on, and so on. Um semana para o Natal? Provavelmente precisaria de um mês.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

i (de incondicional)

Andava, e há que tempos, para retomar a escrita. Era hoje, era amanhã...foi hoje.
O "bloguismo" (sim, isto não existe, mas eu tinha mesmo de apelidar a coisa), entrou na minha vida faz tempo (e faz dois blogs também). Decorria o 2008 e eu entrei na onda porque não sabia sair do barco que me levava na altura. Hoje, passados três anos, não venho para descrever tudo o que, depois do fecho do blog II, me aconteceu... Até porque para isso teria que criar um quarto blog e, assim, já nem o nome deste faria sentido.
Era hoje, era amanhã...foi hoje. Andava a tentar encontrar assunto suficientemente justificativo para (re)começar...foi hoje. Hoje que me sinto incapaz, mais, que me sinto impotente. Ele, o único pelo qual eu seria capaz de morrer e matar (e digo isto assim, fria e convictamente), está a crescer. Custa-me não lhe poder parar o tempo, dizer-lhe "pára aí, meu menino, que isto daqui para a frente é sempre a doer". Custa-me ser inerte, com mãos e braços para o proteger e mesmo assim não conseguir. Custa-me estar nesta paralisia bruta, assim só a olhar de bancada, a assistir sem poder entrar em jogo. Custa-me não lhe soprar para ferida e dizer "pronto, já passou... já paaassoooou!", como lhe fazia vezes sem conta com os joelhos e os cotovelos e a testa. Sim, a testa... a que eu agora dou apenas o beijo de consolo, de respeito, de amor eterno e incondicional. Mas custa-me, custa-me que ele cresça, que ele sofra, que ele passe para o lado de cá. Ele, que está um Homem (com um H maior que o Mundo e a Galáxia e o Universo vezes mil). Ele, que será sempre o meu menino d'oiro, a quem me apetece cantar cantigas de embalar. Ele, que hoje me deu motivo (dá-me motivos todos os dias), para eu voltar a escrever. Ele, que está a passar pela primeira relação falhada. Ele, que não merece que lhe doa o lado esquerdo (eu sei que muitos não merecem, mas perdoem-me o meu sentir). Ele, que eu sempre imaginei com um mundo perfeito, com um nada que o atingisse, com um arco-íris com mais de seis cores. Mas ele, que é de carne e sangue do meu sangue, também tem de crescer. E ele, que é das melhores pessoas que conheço, também tem de bater com a cabeça e errar e sofrer e fazer sofrer. Só que eu...o problema sou eu. Eu é que nunca vou estar preparada para assumir que sim, que ele é como o outro miúdo ali da esquina ou ali da China, com também quase 1 7 anos, e que precisa de isto e de mais não sei quantos istos que lhe vão aparecer vida fora.
Só não é justo para mim, que tenho um aperto e um nó na garganta. Só não é justo para mim, que queria ver-lhe sempre aquele sorriso. Só não é justo para mim, que queria apenas dizer-lhe o "pronto, já passou" e passava. Só que não passa. Agora, já não passa.


Ao R.,
por cresceres, por saberes crescer e por me dares sempre força para te ver crescer.



(P.S. - Desaprendi a escrever. Não sei se volto.)